Voltando de Gravatá, descendo a Serra das Russas, sou surpreendido com pequeno deslizamento de pedras à minha frente. Diminuo a velocidade e observo que uma se destaca das demais. Paro o carro. Observo a pedra, dou conta do caráter místico daquele momento, afinal, ela esperou milhões de anos para tomar tal atitude. Coloco-a na mala do carro, tento estabelecer contato, mas não obtenho resposta. A língua delas é concreta, sem lugar para subjetividades .
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